A CRÔNICA DO VERDE ACLAMADO

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No último sábado (26/11) e na última terça-feira (29/11) o mundo sofreu um grande impacto ao se deparar com as mortes respectivamente de Fidel Castro , da delegação do time brasileiro da Chapecoense , de jornalistas brasileiros bem como a maioria da tripulação na queda do avião da companhia Lamía.

A questão é: o que aprendemos com essas mortes?

2016 se aproxima do seu término, por que justo nessa época esses eventos aconteceram? O que eles querem nos dizer? Por que nos impactam?

Fidel, visto por alguns como um homem controlador, vestido na figura de um ditador cruel, manipulador, censurador e vingativo, finalmente teve seu lado humano vindo à tona. Infelizmente de maneira póstuma teve seu reconhecimento. Cuba possui o menor índice de mortalidade infantil da América Latina- 5,82 por mil; possui a proporção de 680 médicos e dentistas para cada mil habitantes, além do melhor sistema de saúde do mundo ( tanto em atendimento quanto em formação profissional e pesquisas), além de ter erradicado o analfabetismo na ilha. Houve censura? Sim. Houve fuzilamento e perseguição de opositores? Sim. Houve um isolamento da ilha com relação ao mundo? Sim. Mas temos de reconhecer, Fidel era humano, passível de falhas como qualquer um. E um detalhe relevante: Fidel primou pela questão social no seu governo, nenhuma criança dorme nas ruas de Cuba. Ele se preocupou com as gerações futuras, no mínimo com o básico: educação, teto e saúde.

Falando no futuro…

O que dizer da Chapecoense? O time-promessa, símbolo de uma região de trabalhadores que ganham sua renda extraída do campo, para ser mais exata, da suinocultura. Era um time jovem que se destacava pela garra e por seus talentos promissores, fato constatado pela permanência na série ” A”  do Campeonato Brasileiro e a final na Copa Sul-Americana. Jovens humildes que mostraram que era possível o ” chegar lá”; que isto não era uma cena de filmes açucarados, não mesmo! Jornalistas jovens e experientes que estavam à procura de um ângulo perfeito, a melhor panorâmica, a crônica inesquecível, a reportagem digna de ovação… mas estes transcederam não só essa busca. Na verdade ,a busca só foi o meio de mostrar o quão brilhantes e humanos aqueles profissionais eram. Pena que esta senda acaba em infinito, mas talvez o infinito não seja uma condenação, não, pelo contrário: a dor da perda demonstra quanta falta faz modelos assim e inspirem gerações a adotarem a prática da ética e do trabalho digno e justo de maneira efetiva em suas vidas.

Curiosamente os uniformes de Fidel e da Chapecoense eram verdes; curiosamente as suas mortes foram vistas com respeito até mesmo por rivais e/ou não-simpatizantes; curiosamente ambos comoveram o mundo. Não acho coincidências, não acredito nelas, mas respeito quem pensa o contrário até mesmo desse texto inteiro.

Não, a esperança contida nos seus uniformes não se desfez com suas mortes; a vitória tampouco foi diluída pelas lágrimas derramadas ou dor associada. A vitória foi eternizada, comandante e time. Vocês não perderam, vocês não se foram. Não. Vocês se propagaram no universo de palavras, atos e pensamentos. Serão lembrados. A esperança verde não foi esmaecida, não, ela é fosforecente. A quem lê, peço que ame, lute e vença na sua vida. Não encare essa época como um fim, mas como um recomeço.

E vocês, queridos, comandante e time foram… aclamados.

Por : Nayara K. S. Coelho – Uauá Bahia.

 

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