Estudantes criam projetos inovadores com o que aprendem em sala de aula

Reunir em um aplicativo os melhores preços de produtos de uma determinada região da cidade, acender ou apagar lâmpadas por meio de um smartphone ou ainda carregar o celular utilizando energia solar, parecem somente ideias, mas já se tornaram realidade por meio de criações tecnológicas desenvolvidas por alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Isaias Alves (CEEP), antigo Iceia, localizado no bairro do Barbalho, em Salvador. De acordo com a diretora da instituição de ensino, Maribel Costa Silva, um total de 40 trabalhos desenvolvidos pelos alunos foram expostos na Semana de Ciência e Tecnologia, evento anual, realizado na última semana de setembro, no Centro, que envolve os estudantes do ensino médio e de educação profissional.

A gestora explicou que este ano foram trabalhadas três linhas: a ressignificação de conteúdos, quando os alunos fazem demonstração prática de algo extraído da teoria em sala de aula; a intervenção social, que é o desenvolvimento de projetos em parceria com a comunidade do entorno; além da ressignificação de projetos apresentados na feira de ciência de 2015. “É um evento que a Secretaria da Educação do Estado promove em todas as unidade escolares. Este ano, os alunos nos agraciaram com belíssimos projetos. Foi um show de talentos”.

O carregador de celular que usa energia do sol foi um dos destaques da Semana de Ciência e Tecnologia, entre outras invenções. Aluno do 1º ano, Willian Freitas, de 15 anos, explica que em virtude da crise, o produto foi desenvolvido com baixo custo e alta eficiência. “Descobrimos que, ao carregar o celular uma vez por dia, se gasta, em média, R$ 20 por ano. É um valor barato, mas sabemos que não se carrega o celular apenas uma vez por dia e sim de duas a três vezes. Numa casa, normalmente, são três ou quatro pessoas, então, este valor aumenta. E neste carregador solar, o valor que se gasta é de R$ 30”.

Alunos
(Foto: Carol Garcia/GOVBA)

Comodidade

Outra novidade desenvolvida pelos jovens é o aplicativo que reúne o melhor preço de produtos no bairro do Barbalho, onde está localizado o CEEP. Isaque Sousa, aluno 2º ano, é o idealizador do projeto. De acordo com ele, além de indicar preços de itens da alimentação, como o feijão comercializado em mercadinhos do bairro, a ferramenta permite que o usuário deixe sugestões no mural. “Nosso aplicativo também foi pensado para driblar a crise, já que o tema da Semana foi ‘Crise versus Inovações’. Buscamos inovar, realmente. Convenhamos, eu, em casa, nem sempre tenho tempo de ir a um determinado local pesquisar o melhor preço. Ter isso no aplicativo também é uma comodidade pra mim”.

Apagar e acender luzes, acionar sirenes, abrir portões eletrônicos ou qualquer sistema elétrico utilizando o celular, mesmo sem internet, já é possível. Para isso, Lídio Neto, 26, aluno do 4º ano do curso técnico de rede de computadores, com a colaboração de colegas, criou um sistema de automação de ambientes via rede de computadores. A ideia, segundo o jovem, surgiu para atender pessoas com mobilidade reduzida, a exemplo de idosos ou cadeirantes. “Uma pessoa que está em casa e não tem condições de se levantar toda hora, ele consegue apagar a luz ou fechar a janela, ligar ou desligar o ventilador”.

Alunos
(Foto: Carol Garcia/GOVBA)

Incentivo à solidariedade

O Sistema de Doação (Sisdo) é outra ideia que promete aumentar a doação de sangue, medula óssea e órgãos na Bahia. Um site (http://sisdo.pe.hu) vai proporcionar interação de forma simplificada entre os doadores e as unidades coletoras de sangue, medula óssea e órgãos, além de agilizar a triagem. É o que prevê Alexander Silva, 23, aluno do 4º ano de Tecnologia da Informação (TI). “Os hospitais, as instituições de recolhimento de sangue, medula óssea e órgãos podem se cadastrar no nosso site, colocar o CNPJ, e nosso administrador vai fazer a filtragem das informações”.

Vaneza Reis, 18, também participou do processo de criação do site. Ela explica que existem hemocentros que possuem uma boa quantidade de bolsas de sangue de um determinado tipo enquanto outras, não. “Existe essa falta de comunicação entre eles. É algo de grande necessidade para a nossa cidade. Nós, doadores, temos que ter consciência de quando chegar em casa, se cadastrar. Não apenas os hemocentros. Podemos nos cadastrar no conforto do nossa casa, sem precisar ir aos locais. Isso evita gastos desnecessários”.

Alunos
(Foto: Carol Garcia/GOVBA)
Repórter: Jhonatã Gabriel
 

Kátya Elpydio5436 Posts

Criei o Borimbora com o objetivo fundamental de fazer com que você esteja sempre à frente do seu tempo no que diz respeito à comunicação na sua totalidade. Nenhum de nós é TÃO BOM quanto todos nós JUNTOS!

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