Ritmos e tradições do Carnaval baiano se misturam no Pelô

Um dos destaques  foi a estreia do Bailinho Infantil, com o grupo Pipoca Bacana, que oficializou o Pelourinho como destino para a criançada

O som eletrizante da guitarra baiana, a imponência da música afro e a força do axé tornaram o sábado de folia no Centro Histórico uma grande celebração aos principais elementos que fazem do Carnaval de Salvador a maior festa de rua do mundo. Outro grande destaque foi a abertura dos bailes infantis no Largo Pedro Archanjo. O Carnaval do Pelô integra a programação do Carnaval da Cultura do Governo do Estado da Bahia, realizado pela Secretaria de Cultura (SecultBA) através do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI).

Na abertura da programação no palco principal da folia, o Largo do Pelourinho, o multi instrumentista Júlio Caldas comandou a quinta edição do projeto Trio de Guitarra Baiana. O representante da nova geração da guitarra baiana convidou neste ano os guitarristas Marcelo Novaes (PE) e Jonathal Raphael (CE).  “A Guitarra Baiana é um instrumento que sempre esteve presente na vida do baiano através das mãos de Armando, da família Macedo, e outros músicos. Eu acho que a continuidade dessa tradição é importante, especialmente por trazer a musica instrumental para um ambiente pop, autoral com letra, o que contribui para uma aproximação do grande público a esse gênero”, explica Júlio.

A festa continuou com uma celebração às contribuições da mulher negra na música e na cultura, em um show que não apenas divertiu o folião, como trouxe uma importante mensagem política de empoderamento feminino em meio ao Carnaval. Este momento marcante teve à frente a cantora baiana Larissa Luz, que convidou a carioca Karla da Silva e a paulista Paula Lima. O Preta em Pauta fez homenagem a cantoras negras como Nina Simone, Miriam Makeba, Leci Brandão, Elza Soares, Sandra de Sá e Sista Nancy.

O cantor Gerônimo Santana comandou o show Axé Música Forte, que contou com a parceria do músico Armandinho e da cantora Vânia. Juntos eles trouxeram sucessos da axé music dos anos 80 até os dias atuais. A programação do palco principal terminou ao som do show Folia Mestiça, que trouxe o que o seu idealizador, Paulinho Boca de Cantor, definiu como “o melhor do Carnaval de todos os tempos”. Frevos, marchas, samba de roda, afoxés, ijexás, samba-reggae e pagode estiveram presentes no pacote.

Abre alas dos bailes infantis

Pela primeira vez o público infantil tem uma programação especial e exclusiva no Carnaval do Pelô. Teve início na tarde de sábado o projeto dos bailes infantis de Carnaval que seguem até o último dia no Largo Pedro Archanjo, às 15h30. Quem esteve à frente da abertura foi o grupo Pipoca Bacana, que fez pais e filhos se soltarem na pista de dança ao som de marchinhas carnavalescas. Sobraram alegria e diversão por todo o salão, que deu espaço a um desfile de fantasias, guerra de confete, serpentinas e muita animação.

Frevo e samba são destaques nos largos

Também fez sua estreia a edição 2016 de A Praça do Frevo Elétrico, projeto de Carnaval do músico Carlos Pitta junto com o Bando Anunciador. . O projeto, que tem novas apresentações nos próximos dias no Largo Tereza Batista, tem como proposta resgatar sucessos da axé music da década de 1980, transformando-os em frevos, unindo assim duas das principais tradições dos carnavais da Bahia e de Pernambuco. Vinicius Santiago, 24, não deixou que a necessidade de portar uma cadeira de rodas o impedisse de se divertir no Carnaval do Pelourinho. Depois de assistir a apresentação de um amigo, Vinicius resolveu permanecer na praça do Frevo elétrico. “O som de Carlos Pitta é bem animado e empolgante”, afirmou o folião entusiasmado. Após a apresentação de Pitta, o público se surpreendeu com Virgílio, mais conhecido por sua atuação como forrozeiro, que trouxe um show de axé para o Carnaval, mostrando que faz bonito em qualquer estilo.

O sábado de carnaval ainda contou com muito samba nas apresentações do grupo de samba de roda e manifestações populares Quixabeira da Matinha e da cantora Ione Papas. No Largo Pedro Archanjo, o destaque ficou para a segunda edição do Pipoca Black, que reuniu a cantora Juliana Ribeiro, o poeta do samba Nelson Rufino e a banda Adão Negro, que surpreenderam com uma mistura que deu certo de música afro, samba e reggae. Ainda aconteceram o baile carnavalesco da Orquestra Jurema e o show de Mamá Soares e Coletivo Di Tambor. Já o largo Quincas Berro D’Água começou a noite com o grupo de afro pop Os Bantos, e continuou com o samba da Chita Fina, um grupo formado exclusivamente por mulheres, e por fim, o ritmo que vem conquistando o Carnaval, o arrocha, foi representado pela cantora Jéssyca Motthez.

CARNAVAL DA CULTURA

O Carnaval da Cultura 2016 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.

 

Kátya Elpydio5515 Posts

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